quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Movendo o sentido (Reflexão sobre o natal)



É tão comum, natural e ao mesmo tempo espiritual o que move as pessoas com a chegada do natal. Querendo reportar algumas coisas que passam despercebidas, daquelas que nem damos atenção, ou daqueles que nem se precisa dizer, ou daqueles que acreditam que não há um Deus e que tudo isso, para alguns que pensam assim, são arquétipos manipuladores ou utilizam disso para manipular seus ouvintes para barganhar.

Quando há um espaço para dilatar o coração, desfazer dessa insanidade que acorrenta nossas mentes e corações, nos tornamos mais humanos, reconhecendo o quanto o outro tem defeitos e diferenças tão distintos e semelhantes que não podemos dizer que estamos em um hangar superior de aceitação. Somos formados para revidar contra o outro ou contra a ideologia, ou personalidade, mas poucas vezes para reconhecer nossa humanidade. Haverá instantes que devemos lutar contra o outro, não porque somos contra a pessoa de modo instintivo, como adolescentes que olham para o outro e já não gosta por não gostar, mas estamos inconformados com nossas próprias formas de praticarmos o crime e identificamos nossa injustiça na busca de justiça própria, e como resposta, quebramos a cara. Vemos e percebemos o quanto algumas de nossas ações podem desviar do próprio sentido de ser. Se mostrar tão correto pode construir uma superioridade gerada por um orgulho áspero ou ferido.

Se deixarmos um pouco de nós mesmos, e talvez, em nossa ignorância, pensar que certas coisas bestas que passamos a resolver pelo outro, seja tão relevante e significativo para quem precisava, remova um pouco mais da nossa comodidade de estar sempre ocupado ou as ocupações que nos envolvem.

Nem sempre estaremos juntos, todos juntos. Mas é possível reunir quem pode estar lá, celebrar de quem “se tornou um de nós”, que tinha tudo para ter um título para libertar o seu povo do domínio de outro, mas era para libertar o homem da mente cativa, derrubar muralhas sobre o mesmo chão (quem não lembra o muro de Berlin até 1989?).

Só para recordar, aquele casal enfrentou dilemas internos para atenderem o requisito (sei que não é o melhor nome) de serem pais daquele que estava sendo esperado por aqueles que não o viram e seria conhecido por aqueles que conheceriam e viveriam sua história, tudo isso para revelar que o amor é um significado indefinido que é compartilhado por todos, e seu nascimento nunca foi em vão. Mesmo com nossas mazelas em nossa condição, foi para isso que Ele veio: ser a aproximação entre a criatura e o criador, e seu nome está acima de todo nome!


Eraldo Joseph

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Retorno aos poucos depois de muito tempo...

Boa noite a todos.

           Faz muito tempo que não escrevo algo de novo devido a diversos impasses que ocorreram durante o ano, mas estou retornando aqui e pretendo voltar com força e finalmente dar continuidade ao trabalho... Mas o que virá? Vamos acompanhando... Não ficarei restrito a poesia, mas também teremos alguns artigos, vídeos, sobre a Banda Three Bends, na qual estou participando e outras coisas que virão aos poucos... O Blog passará também por algumas reformas, como também passamos por reforma em nossas vidas... Ah Sim... estarei divulgando as aulas de violão pela fan pag...

             Outras informações serão dadas em breve!!!

            Aguardem!

                                                                            Fiquem na paz!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Talvez seja poesia demais...

                                              Mangue Seco - Igarassu - PE (Brasil)

Cheguei ao auge dos montes
E esqueci-me do vale que me levou
Toda poesia que tinha virou museu
E as exigências eram o mercado que converteu
Minhas esperanças numa tacada
Rotuladas de uma atmosfera comprada

Talvez seja poesia demais
Talvez não tenha sentido no que digo
Mas de alguma forma ainda tenho a razão
Mesmo que digam que não há mais
Obsoleto demais, para quem não mais acredita

Estou desfazendo de coisas velhas
Uma motivação dessa nova vida
Que ilumina minha mente, meu corpo
Uma missão inteira que desvaneceu
Toda ideia partida que existiu
Quando nos separamos da fonte da vida.

Se por um momento
Eu olhar para cima
Com meus pés no chão
Seja no monte ou no vale
Compreendo a cada dia que chega
É fruto de quem gerou a vida
E faz tudo novamente
Quem sabe pode ser... pode acontecer...

22 / 09 / 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eclipse


Ouro Preto, Olinda - PE

A formação de uma nuvem.
Uma entoação celeste do céu negro
Universo épico, candente do cântico do nau,
Abundante de um navio...

Dancem ventos de folhas secas
Da venturosa moça de negros cabelos.
Debalde! Vida declarada, frustrada selva!

Rasga-se o sol e a lua à noite
Rugir solene, e a lei a marcar:

– A ópera próspera de um ofício regente...


28 / 03 / 2006. 


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Na Orbita do silêncio...

Ouro Preto, Olinda, PE.


Na orbita do silêncio
As horas que te provam
Entre o vigor e o ócio
Ofícios que te renovam
A ocupação que reside na esperança

Antes que venha, o sono profundo
Existe a realidade a saborear
Tão árduo em nosso mundo
Com tempero que o sonho vem clarear
Por um verbo que ventila confrontando...

Naquele desfecho, desvincula antigas páginas,
Das rancorosas rotinas
Que procedíamos antes da verdade
Aqueles versos fizeram de fato
Tornar a existência, reconciliação, em um ato!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Oração e a Lembrança



Reserva-se mais que um minuto
Em um diálogo secreto.
Um monte onde olhos não alcançam
Nem outras vozes escutam
“O que só nós dois discernimos”.

Derramo gotas tão sinceras
Como uma perfumada fumaça
Que afasta o ataque de outras feras
 – Distrações que ofuscam meu caminhar –
 Aquele instante de oração e a lembrança:

Que teus versos não fazem vacilar
Meus pés enquanto caminho na luz!
Na falta de fé, revela a graça e o perdoar, 
Em ser amado – revelado naquela cruz –
O amor que não morre com o passar do tempo!


17 / 06 / 2014 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vestígios de confissões...


                    Soando em alguns momentos, em que, voltar atrás parece inútil e sem sentido! Parece ser velho aquele discurso em seguir em frente, pois, por enquanto, não parece ter futuro quando se perdeu no meio do caminho, e nos devoramos com o restante que alimentamos em nossas lamentações, remorsos em forma de indiferença.
               
                    Em um século exigente, onde pouco ou não mais se espera para reconstruir ou recordar, é preciso um pouco a mais de discernimento, das coisas certas, erradas e equivocadas, tentamos nos esconder, e no momento, as vezes revelamos o que há de mais cruel, ignorantes discretos.
                   
                    Desfazendo aos poucos do que deveríamos ser, nos tornado o que pensamos ser, enganando o quem bem mais conhece o nosso interior, sobre o que passamos a ser. Mas quando essa névoa passar, o que é evidente se torna a esfera daquilo que mostramos ser de verdade!