sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

CRISE EXISTENCIAL NUMA VIZÃO FILOSÓFICA

...Observe essas charges...


















Devido aos acontecimentos catastróficos envolventes no mundo, o homem põe-se numa perspectiva de questionar-se de sua existência humana, envolvido no campo social, na vista de todos os fatos sociais que o envolvem e interferem em seu meio e de como os outros participam desses fatores, estando a margem dos fatos ou não, sua reação e impacto, de maneira profunda ou indiferentemente; no campo psicológico, como será seu comportamento de imediato ou logo após isto, a ponto de introspectivamente “dialogar consigo mesmo”, atingindo sua intelectualidade pessoal e, possivelmente, confrontando valores existentes dentro de si mesmo. Todos esses fatores resumidos estão relacionados a um princípio de um confronto pessoal, que vai de encontro com a própria vida até, a do outro ser humano, e com um tom de inconformismo próprio, gera uma crise existencial, vindo da adversidade ao acaso proporcionado ao homem, por ele mesmo, pelos outros e gerado para o geral, que seria para os outros seres.
Partindo daí, a primeira charge mostra com isto, esse “reducionalismo” do ser humano enquanto ser existente.

“Ser ou não ser, eis a questão” proposta por William Shakeaspeare, nos dá a idéia de que o homem, sendo livre para escolher, e como na filosofia existencialista de Sartre “o homem é condenado a ser livre”, essa liberdade de existir cabe ao homem buscar seu verdadeiro sentido de existir, mesmo sabendo que não é nada, acendo apenas em existir, sempre em busca do propósito. Devido a ausência dessa importância em seu valor, o homem não reconhece sua própria condição humana. Com a cômica forma de ironizar o ser humano, a primeira charge não somente retrata “fezes perguntando para si mesma”, mas de como o ser vem se tratando como “residos fisiológicos” no mundo e tratando com descaso a própria vida, deixando-se ser absorvido pela crise que nele próprio gera e nos outros, por isso vem Shakeaspeare com sua frase conhecida e famosa: ser ou não ser, eis a questão; “se é mais nobre ao espírito suportar as pedradas da sorte ultrajante ou se opor a um mar de percalços e vencê-los”.

Uma charge americana, (que é a segunda) que dizia: “I don’t feel like i gave up that much!” (Eu não sinto desejo o que concedi a esse acima!) A Charge “The compromise”(O acordo) mostra que, diante da tortura e o desprezo da vida do outro, fazendo que, permaneça o mesmo ser humano que o mesmo fôlego de vida,é o mesmo que tem estado a reduzir a tortura, a outra vida que mesmo recebera. O acordo da charge retratado é estar ausente na presença da realidade que é condicionado ao mundo pelo próprio ser humano que o gera.

Retratando uma circustancia cômica, na terceira charge, na primeira visão disto seria de que o ser humano estar fazendo sua existência um mecânico trabalho esquecendo da sua própria reprodução da espécie, ou, numa outra visão mais subjetiva, é de que o homem apenas preocupa-se com seu próprio prazer e esquece de que o trabalho, parecendo ser robótico, deverá tomar uma postura mais séria no indivíduo. O que na verdade apresenta seria a vida com futilidade valorizando simplísmente o mecanismo de “varrer” o mesmo sentido de viver em uma direção sem vida, onde o outro apresenta uma valorização da vida em viver a vida, e o homem tende a rejeitar a vida, ou até um padrão de liberdade para todos.

Existir é um retrato da liberdade prorpocionada a uma escolha surgida anteriormente ao homem a partir de uma existencia, preconceituada de origem desconhecia pelo próprio homem, e ainda em busca dessa resposta havendo um questionamento permanente sobre sua origem, seu presente situado no mundo e seu futuro, e cabe ao ser humano encontrar essa resposta aguarda. Em meio a esse questionamento, a crítica sobre a existencia de Deus ainda é um fator conturbante; enquanto para outros que acreditam na existencia do soberano, tem a preocupação de reconhecer em si mesmos que nada são e vivem na dependencia do próprio Deus e mostrar essa verdade, na qual o afirmam como o único caminho, a verdade e a vida, chegando a não terem a preocupação da origem do ser humano, mas como o ser humano se portará em sua existencia; enquanto outros de uma forma desespersperada de provarem Deus e sua essencia a partir de conceitos científicos ou até mesmo, metafísico; outros entretanto, negam sua existencia, como criação de Deus vinda no intelecto do homem, "a existencia precede a essencia" afirma Sartre. Talvez os que acreditam na existencia do Soberano criador, não tenham aquela preocupação de questionar sua existencia, pois sabem que seu existir está relacionado a Deus e sua liberdade dada ao homem de escolher em acreditar ou não, na qual julgamos esse agir de Deus como Livre Arbrítrio.
Retornando ao tema, esse humor que faz parte da vida individual e que interage com o cotidiano e na rotina da sociedade, nos faz refletir um pouco do nosso posicionamento e com o comico crítico nas charges, portanto, não é negavem que o fato de "rirmos um pouco" da nossa existencia nos faça um pouco mais preocupados com o fazer existir da vida humana sem desmerecer o sentido de viver, sem deixar de lado, o outro ser que, o ser humano precisa ser ser humano!
ERALDO JOSÉ DE LIMA MACHADO.
...Bem espero que gostaram do texto.