terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Carta de Distorção

"Amanheçi de modo frustante naquilo que jugo estar consumindo a minha alma. E pelos meus pesares, uma devastação de pensamentos me faz gerar lágrimas discretas, e nessa distorção de identidade, forço a mim mesmo que não amo enquanto pessoa, e em outra ventania de compreeção dessas circustancias, me faz pensar que, eu sei amar, apenas a indiferença que sobressai em minhas ações, me fazem afastar de quem poderia eu, dar-lhe essa oportunidade... E na calmaria dessas névoas em meu pensamento, envaneço esses pensamentos de remorços, e quanto foi em vão aquele desvio de sentimento, o quanto peço a Deus para não ser tão indiferente, enquanto ela apenas me diz: "deixe de reduzir-se!" Percebo o quanto devo me disfazer dos meus remorços, por em terra esse seblante torturador, como máscaras epiléticas evacuadas no amor de quem amo. Nisso procuro alcançar o que meu coração palpita sempre, e sei que não posso explicar, mas sobressai além das minhas compreeções, e deixo levar por um outro sentimento, não aquela que alimenta meu ego fútil, mas que me faz doador a um prazer que vale a pena, e agora a noite me envolvo naquele lençois de sonhos de quem me ama, e me deixou ser... "

15/12/2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Uns poemas, só pra lembrar...

CANTO DO ARREPENDIMENTO : CLAMOR NO EQUÍVOCO

Em dias desconhecidos, por nossas agonias
Provocadas por nossas ausências fúteis
– Que residem erros por nós cometidos –
Os colocamos em carrosséis temporais
No mesmo maquinar de nossa existência!

Assim, nesse mesmo roer na alma
Erguemos um castelo – fortaleza insana –
Em que ignoramos a verdade
E o repudiamos, com olhos de escamas...
Nisto convêm, o desaparecer de palavras!

Vindo agora, esta carência despertada
No gemido íntimo da alma humana
Em meio à tristeza de sua condição,
Nosso ser clama, de escamas caídas,
Diante daquele que nos fará sua vida!

23 – 07 – 2009

CONDIÇÃO HUMANA

Rasgam-se as horas... Mergulho ao esmo!
Minha condição transpassa as cinzas reduzidas
No voar vazio de mim mesmo!
Essas lágrimas rasgadas no oculto
São sugadas por meu instinto de espírito
E agora em silencio... fecho os olhos...

Não sou digno do meu sofrimento
Por escondê-lo dos outros, com ferocidade,
Para por uma mascara em minhas vísceras
E ninguém, por pudor, chegar a sua margem.

Converti-me em um sobrevivente! Ora!
Que dera! Cansei-me de ser um sobrevivente!
Declino meu corpo ao pó do choro infantil,
E agora, vago por entre estas horas
Cada genuíno, um espetáculo de epitáfio
Pelo meu epilético coração a transladar!

2007

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TRAJETÓRIA DE UMA DENUNCIA A SI MESMO

“I'm here again
A thousand miles away from you
A broken mess
Just scattered pieces of who I am”
* RED


Mais um dia daqueles... Aquelas severas e minúsculas horas,
Cansei desses remorsos, nas minhas ações insignificantes!
Tornou-se tão normal, que é quase delícias para minha alma.
É como se o meu andar fosse apenas regido pelo Sistema,
Finalmente percebera então, era eu e minha mesmice cotidiana!

Os que amo, apenas os quero para satisfazer-me
Roendo neles, suas tristezas por minha pessoa;
E meus risos são tão desertos, que são apenas miragens!
E no cometer do meu crime, meu remorso no arrepender
Rosnam-se nas minhas indecisões secretas.

Percebo que não estou amando meu amor
E este caos, que jugo em certo, está entre as pessoas
Percorre, nestes segundos, nos órgãos do meu corpo
No abandonar o valor do meu amor de coração, por fim,
Indaguei o motivo original desta embriagues...

Essa brutalidade que me rasga devagar
Faz ganhar cada vantagem, essa morte meretriz;
E te perco na tempestade do meu pensar
Assim como a melodia estrema, como na palavra sincera:
Necessidade significante de aborto dos meus pecados!

Este sentido vazio de m’alma sedenta
Nem mesmo compreendo meus atos sombrios
E no caminho dessa rua à noite, de olhos tenebrosos...
“Chego-me a ti: Denuncio a mim mesmo!”
Surge meu anseio no espírito causado por ti...

“Sinto-me longe, da tua presença, carecida por muitos”,
Quebrado estou na alma no desejo de ser quebrantado,
Me liberta desse conforto do meu erro
Pois este meu Nada suga minha existência,
Que a tua vida em mim traga de volta minha vida a Ti!”“.

08 – 08 – 2009

* Estou aqui novamente
Mil milhas longe de Você
Uma bagunça
Apenas pedaços espalhados de quem eu sou

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carta de Conflito Interno (Carta de... Instinto e Inocencia)

Vejo apenas em Voce como outra face do meu espelho. Terás algum domínio sobre mim? Me subjugas e queres que eu te levante em mim? De algum modo, me enganas, procurando ceder cada vez os seus caprichos para cair na mesma proposta atraente. Sei que não estou lutando secretamente sozinho, embora rendendo por enquanto e não cedendo aos seus ventos notórios... Caio em tuas armadilhas e me arrependo, eu machucando outras pessoas e pedindo perdão, e te enfureces quanto ao meu ato. Pois Aquele que é por mim é maior do que o que está com Voce lá fora. Tu vens contra mim, e agora resisto. Procuras na minhas brechas algo para satisfazer-te, e venho-te com aparencia enfraquecida, mas esta força não gerada por mim, te faz desaparecer de meus olhos; queres germinar meu ódio e ter um instinto de vingança, mas não me faço valer pelo seu discurso fútil; e quebrando sua imagem, meu coração pulsará pela Restauração da minha existencia, encoando tua expulsão:

“Você tenta me dizer que você pode me curar
Mas eu ainda estou sangrando
E você será a Minha Morte”*

* Trecho da música “Death of me (Minha Morte)” da banda RED.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamento de um final de tarde...

Sinto na distorção do meu caminhar, esta enfemera ação que me agulha, e no ardor das folhas, a moral em mim confunde-se, pelos ventos agonizantes da circustancia. Recordo-me dos crimes, mas não sinto remorços, o perdoar incondicional me alcançara, chegando as margens de minha alma e no vigor no espírito. Digo e suplico no intimo, ainda incerto, mas na tua espera: "preciso alimentar e ser faminto por tuas palavras!" e "somente tenho a Ti", e levo na luta cotidiana este sonho que guardo na memória.
Pareço que estou a dissecar cada partícula míngua deste esforço, como folhas lançados sobre o sopro aromático dos terriveis instantes que estarão por vir, mas não temo pelo terror, mas pela ausencia cotidiana que os devora em minúsculos dias. Mesmo no remoto proceder destas horas, irv ao teu encontro é como o repouso a noite em teus braços, e refrigério para meus ossos, e sinto na tua brisa, nosso momento em teus braços!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ROVINA*


Lança-se a moeda na sorte.

Torna-se gestante de um vazio,

Para dar a luz que lhe repousa.


A vontade cruel encorpora um sentimento:

Satisfação efemera que suga

O sentido negado ainda em vida

Na busca enclausurada do próprio sentido.


Na clareza dessas palavras estranhas

Digo-te: Fazes da tua existencia

Uma lei egoísta de ti mesmo,

Dentre os ventos cobertos por tua indiferença,

E antes de, posicionar teu condicionamento

Reconheci meu próprio erro

Lançando pérolas aos porcos em lama!


Este querer pueril, aprisionado nos nervos,

Confronta nosso espírito nestes dias

Onde nosso primeiro inimigo: - Meu Eu Frustante!


Em zelo neste século indefinido

Na oração a quem nos guarda

(E muitos não lhe reconhecem)

Confrontamos conceitos que nos atraem

Nos dias sombrios e doentes que correm nas ruas!


04 – 08 – 2009

* Significa “Colapso”

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Busca Misteriosa

Te procuro na névoa alucinante.
Este rubro coração padece
Onde estais? Embriagado de incógnitas estou
Trovoadas temporais temperam tragédias
Devida a tua ausência em mim...

A chuva repousa neste pátio
Que, silencioso, ecoam o choro secreto
“Vou despojar meu vaso” – minha vida – agora!
Na guerra civil no meu cérebro, esconderei...

Aquele repouso e refúgio particular
Sondado estive, e como o silencio carente
Brota a esperança em meu lugar
Que o mistério alimentador na alma,
No negar das vontades sugadoras do século
Na necessidade de prostrar-me ao chão
Pelo desejo em mim provocado,
Em mortificar atos cruéis
Para ser semelhante e integro no olhar
Pelo sentido que ferve na existência!

30-08-2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Vem...

Vem... Vem doce sono
Voce que chama-me pela alma,
Alma minha já cicatrizada
Busca no intimo, o consolo íntegro
Que repousa minha levada como violancelo
E perfuma meus pés de justiça...
Agora, nada mais importa aquelas horas!

Aqueles rugidos fugiram de mim.
Ele me quebrou, esvaziando meu Nada
E neste olhar no espelho harmonico
Me entreguei em penhor na tua atmosfera,
Sobre estes lençois que abraço na eternidade!

19-09-2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Oi, deixo uns poemas em que "Traduzir" para filandes. Abração!!! Deus abençõe a Filandia! (Jumala siunatkoon Suomi (Finlandia)!

Poesia Eraldo Joseph em Filandes

Bond antautua (Vinculo a rendição.)

Olen laski tuulet minun vikani,
Tämä ikkuna hirvittävän unessa
Ja ystäväni tuntuvat tekoni
Outoa poissa että adormi m'alma,
E. .. Typerää sanat toimitettu Nothing
Samassa puuttuvat I periksi ...

Kysymyksiä leijuu minun olemassaolo
Varastavat itseltäni ydin;
Ja sinua, tunne oman Nardo
Haltuunottoon henkeni on extemo jano!
Mitä olen nyt minun toimitus
Minun luopuu sinulle!

YÖTÄ (A Noite)

... Speculations tuulet Crimson
Huokaa viinin, kuiva ja pelkoa.
Nautitaan nyt ei-kiireellinen
Kun meteli on huulilleni siivekäs!

Accent ystävien kanssa. Puhe katumusta.
Se on goottilainen, päinvastoin kiinnittimiä ja katujen
Halu surra jotakuta.
Perustella makea, unelma ilman puuttuu
Vuonna vihainen tuulta ja Tuuli tyyni.
Ukkonen ajaa murheet ja ilot,
Oma kapinallinen hiljaisuus hymyilee ...
Jos Oblivion on oma mukava.

Ennen minun hautajaiset tulevat epäonnea
Onko rakastaja omaksua haluni
Kun tulen teille!

... 2006

Varsinaisena lahjoituksena. (Uma verdade presente)

Odottanut levoton sukupolvi on konformismia,
Kuitenkaan ole syntynyt. Menehtyneet taistelutahto!
Se jäi Dreamers, että voimassa
Ja nyt, katso, harmaa sumu ja Lumikki!
Ei ole protestoida tällä vuosisadalla;
Kappaleet ovat pelkkiä onttoja ditties
Tämä ei ole sopusoinnussa heidän ansaitsee otsikko!

Voi luoja! Jos olet ehdottaa Kristuksen nimen
Aion julistetaan Inquisitor, hänen kulttuuriperinnön sattuu!
Vain voimassa ilo toinen
Ja voima dualistinen mirages! Ei mitään!

Olennot ovat rakastavat luontoa
Ja laki muunnetaan Ashes
Kun kuolema viattomien ilo
Ja puute unia!

Näen Lovers sugantes sikaria
Kanssa ohra Net kehoaan ...
Oma yksinäisyys on raskaana tällä kertaa
Vaikka minä ja muutama protestoimaan!

Se on minulle tämän rakkauden, juurtunut häpeilemättä
Käsi kädessä, humalassa taistella luoda tätä ...
Ehdotan nyt vallankumous
Ei robed sota, tai verinen,
Mutta rajun sanaa sanaa vastaan!

Eraldo Joseph - 2007.

Musiikki.(Cantico)

Kukaan ei näe minua itke
(nimi kirjan Cristina Rivera)


Näet - on meressä pisara
Crescent harppu tulinen luoda
Nämä yötä, on tarvitseville!

Se oli kuin yksi niistä kappaleista
Musiikki ikävystyminen Horizon
On laulanut Huom hierrettävä!

Antaudun elämään annan itselleni kuolemaan
En asetu uusia aseita pohjoiseen,
Miten Toivotan synkkä ilma ...

Esitän elämä tappava tauti, morphea
Ja tekee kuolemaa paranna elämää.
Vapautetaan tuhkasta, kulutetaan päivä!

Tämä kuolemattomuus vuosisatojen kesytetty
Puutarha on, tulevaisuus lyyrinen kentät
Kuten kuivuus, joka on minun luut!

Toivot sanoa päivää?
Verhon uhrata brutto ajatus;
Koska minusta tuli paskiainen perintö vanhempieni!

Mutta aamuna Herrani
Kyyneleitä, huuto ikuinen hedelmät
Annan ja pyrittävä tarjoukset pehmeää ...

... 03-2006.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Vinculo a Rendição

Me lancei nos ventos do meu equívoco,
Sobre esta janela medonha adormeço
E meus amigos sentiram em meus atos
O estranho ausente que adorma m´alma,
E... Tolas palavras entregues ao Nada,
Neste mesmo ausente que me sucumbe...

Indagações pairam em meu existir
Furtando de mim mesmo esta essencia;
E olho para Ti, sentindo teu Nardo
Apoderando meu espírito sedento em extemo!
O que agora possuo é minha entrega
Na minha vontade rendida a Tí!

terça-feira, 28 de julho de 2009

CARTA DE DELÍRIO II: resposta...

Dentro das minhas hipótese que rondaram nas faculdadaes dos meus sentimentos, não me deixaram enclausurar o que realmente sinto pela sua pessoa, e assim te desejo em segredo, como na antecipação de cada segundo do relógio na prorpoção de cada pensamento em ti!E essas palavras para ti em leitura pública particulamente para ti, não me deixa em esquecer minha vontade de ter teu coração fragil, como uma melodia pesada sobre nossos olhares, na qual, o meu repousa e busca sobre o seu!!! Pessoa minha, dentro das especulações do meu carater, canso de medir meus esforços com meus crueis egoismos que me absorvem, como uma bússola sem rumo certo, e pensei em te entregar essas palavras, que são fruto embriagado do segredo mascarado no labirinto do meu coração, e nessas poucas palavras, eu te amo, e na ciencias dessas palavras, esse ardor frenético e desejoso, faz almentar minha carencia, entre a simplicidade das palavras como a brutalidade do estar contigo, e não posso negar... Queres que eu tenha teu coração?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Poemas da semana...

Versos de Verdades Rebeldes

Dar-lhe os a ação concebida
Trocado por uma essência
Até mesmo que talvez, seja dita,
Um imortal que farias companhia.

É bem possível corromper
Ao verbo louco, de que te iludes
Somente mentes a aborrecer
(A guerra que roí palavras e muralhas)!

Palavras que nos cegam
Aos olhos tornam surdos
Os boatos de quem se escutam;
As verdades dos sonetos bastardos!
...05-2005

ADORMECER NA EXISTENCIA

Minha mente se deslizou no vazio
E não percebi o que me consome
- São estas mascaras, acorrentadas de aparências –
Deixa meu proceder em delírio discreto!
Meu caminhar na paisagem revela,
Este estranho adormecer em m’alma
Como um mérito conforto ao meu ser...

Tendo comigo, ações sem rumo concreto
Errante, um vivo-morto na inquietação deste século
E na cidade, o enigma do sistema...
A culpa é minha, por me render
Neste meu espelho fútil do ego
Que pode ser quebrado, quando extorquir o engano
Das minhas severas vontades criminosas!

“Quebranta! Não se deixe levar, estou aqui!” – dizia.
A carência do meu espírito brotou
Na brutalidade contra as leis insignificantes da lama
Pelo resgate da minha fé em combate!
Agora vem e supere ao extremo ardor
Com preço de sangue naqueles eternos dias!

Maior é o que estar comigo – dizem muitos –
Pois não se deixam dominar pelo ego.
Sei que és Tu, que disponível estou, a
Ao fugir deste rosto sugado por miragens
Pelo ato simples de súplica
Em meio à correnteza urbana, quando gritar seu nome!

05 – 06 – 2009.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CARTA DE DELÍRIO

Pessoal, eu gostaria de deixar para voces essa "carta" que tem um sentimento de indecisão, mas que traspara uma geminação de um sentimento e, ao mesmo tempo, o medo dominado, e que leiam e curtam... Para uma curiosidade, no momento em que eu a escrevi, eu estava em "limite-extresse" no meu estágio, e fui me desnvolvendo aos poucos,e... só! ABRAÇÃO!!!

Uma carta delirante

Hoje amanheci em suspiros de ternura. de onde surgiu? Escrevo-te, pessoa minha, pois meus indícios de raciocínio encontram-se em distorção, que se manifesta em minha carência pelo oposto. A chuva desabara sobre meu rosto e não me detive, peguei um papel e dancei valsa com meus sentimentos carentes e a caneta varreu minhas palavras nesse pedaço de papel desocupado. É para você que escrevo essa carta. Juro, não quero confundiu nossos sentimentos, quero apenas por e,m prova a mim mesmo. Por isso, procuro reter-me ao cuidado para contigo pessoa minha. Hoje sou teu amigo natural, amanhã posso ser teu maior amante. Temor é um símbolo de justiça. Posso apenas abraçar-te, ou andar contigo na chuva, como também posso sentar-se ao teu lado e roubar-te um beijo, mesmo não estando apaixonado.

Não quero ferir teu coração, por isso, te quero bem como amigo, por isso amo estar ao teu lado. Se pensares que estou querendo-te, mas tenho medo de assumir, eu não sei, pois pode ser apenas um desejo humano para ser suprido e tornar-me promiscuo, e não quero isto nem para ti e nem para mim. acho apenas que estou na procura, e como não encontrei no momento, seguro na sua mão, apenas repousar minha cabeça em teu ombro e voltarmos juntos dessa trajetória urbana. será que seriamos amigos, amantes ou ficantes? Odeio ser ficante, seria promíscuo e minha juventude não sabe o que seja o compromisso, e não vou vacilar nessa bebida acomodadora.
Pessoa minha, essa carta adolescente surgira de umas confusas névoas que em tais palavras não descrevi por completo. Quero estar ao teu lado, como um amor amante, mas não te desejo ser, mas para nunca machucar-te, sabendo que eu não tenho caráter perverso. E por que este medo em mim? Desculpe-me, é apenas atração por ti, mas não deixo de escrever com ardor para contigo.

Com um intenso esmero,
...para Pessoa minha!

Mais poemas 02

A NOITE


...Especulações dos ventos rubros

Suspiros de vinho, e temor seco.

Desfruto do momento não-instante

Na gritaria de meus lábios alados!


Acento entre amigos. Discurso remorso.

É gótico, a luminária das ruas inversas

Um desejo de prantear alguém.

Justificar meigo, um sonho sem saudade

Numa brisa revoltada num vento sereno.

Correm tristezas e trovejam alegrias,

Meu rebelde silencio há de sorrir...

Onde o esquecimento será meu consolo!


E antes que venha meu fúnebre infortúnio

Será o teu amante abraço, meu desejo

Quando eu for ter contigo!

...2006


A MARGEM DAS CINZAS

Rasga-se o temor de meus olhos

A noite doente desabrocha nos campos

Frutos das moças que choram

Por esta selva de ruínas que muitos cantam...


Flores muchas e magnas cartas

De namoro... De choro... De óbito! Assim será!

Lembranças furtadas, ruínas da era

Nesse eloqüente universo de lágrimas.


Mais profundo que a morte é o amor

Por teu amor em ruínas me entrego

Um ofício lírico farta meu ego;

Encanta-me teu escuro cabelo nesse penhor!


De tanto a mim estais distante,

Trilho triste insígno; sou teu maior amante

Desta taverna, que é meu harmônico coração

Uma vida, entoei sim, esta livre canção!


06-04-2006

Verdade moderna

Diante da face mágoa nesta emoção

Cega realidade a obter os olhos abertos;

Tão somente atribui o absurdo num turbilhão

Inteira razão de quão excêntricos cânticos...


Os dias, severamente amantes e passageiros

Não obtiveram extremos heróis com poder,

Apesar da tortura fútil do constitucionado ser

Era natural a dor (para eles, guerreiros).


Enquanto caem folhas secas na margem

Torna-se vulnerável ao sertão humano

Observando o massacre obscuro da paisagem

A verdade discriminada e subitamente humano!

13-09-2005


TRISTEZA SERENA


Estive a pensar, vorazmente, e sereno,

Que meus únicos amigos jazem

No meu cemitério de minhas memórias

E os seres que compartilham comigo

São meus colegas... De vista rasteira!

Não estou a apegar-me as lembranças,

Mas medito sobre outros infortúnios...

Julgo sim, uma verdade que me abate!

Parece que velho estou de crimes,

Os meus, os dos outros, e caminhantes da doença...

De Chagas? Não! De tuberculose? Não...

Do ofuscar os olhos as ruínas sem mediadas.

Culpado por ser inocente por ileso!

Meus amigos estão morrendo, e se tornam

Como cada um dos meus colegas aqui

E sou criminoso por acreditar em Deus...

Porem, ainda choro a rasgar nas entranhas da alma

De que ainda ao servil, vou me redimir!

2007


Infortúnio Humano

I

Ah! Deus meu, como é lamentoso

O errante que se guia cego e asqueroso

Contudo, conforme ao restrito ambíguo...


Na severa natureza do próprio ser, banal,

Exilam a verdade nas ruínas intimas

No coração enganoso, possuído do seu chacal.


Sei porem, que, grita dentro de si silencioso

Pudera estar contigo dentre a queda

Ao implorar sedento por teu sentimento amoroso...

II

Chamas perante o vento inabalável

Enquanto tentas corrigir frustrado

Teu corrupto e coração incurável.


Na face da despedida sem medida

Racionaliza teu mérito humano (sem valor):

-Assim te enganas de um outro amor!


Calas teu coração e clama: Aba, Aba Pai!

Rendas tua fúria quimera e fera,

Ao amor do altíssimo, te libertará desta Era!

30-08-2005



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mais outros...


-Versos de Verdades Rebeldes-

Dar-lhe os a ação concebida
Trocado por uma essência
Até mesmo que talvez, seja dita,
Um imortal que farias companhia.

É bem possível corromper
Ao verbo louco, de que te iludes
Somente mentes a aborrecer
(A guerra que roí palavras e muralhas)!

Palavras que nos cegam
Aos olhos tornam surdos
Os boatos de quem se escutam;
As verdades dos sonetos bastardos!
...05-2005

-DESEJO POR DEUS-

Basta de ilusões banais e sanguinárias,
De instintos fúteis e cinzas aromáticas,
De mascaras interiores e restos de séculos!

-Fantástico fenômeno fictício formoso
Frustrável fel flácido; ferida frustrável...
Nos lagares cristalinos, quebrantadas são, as imagem!
Mergulho meus olhos em meu corpo honroso,
A morte em meus nervos, em meu fel...

Deus, quais são para ouvirdes de mim
Os clamores de um errante constante
E os que choram ao sepulcro de carmesim,
Invade-me e faze-me entregue e amante!

Sou como estas inválidas moedas
Ou semelhante a este anel esquecido!

E não suportas meus orgulhos cegos...
Tu somente me queres, a voar delirante
E em vosso interior, sonhar os teus sonhos...

25-08-2006

Mais poemas...



- Autor Desconhecido -

Mas... Bem-aventurado quem descobre desventurado

Deste pesadelo, meu semblante que reverte fortunato

Cada lágrima rasgada cândida do ato

Infortúnio hostil perturba este não ser amado.


Fecho os olhos, fonte irreversível de descanso!

Desprezado pela ira gerado num sorriso manso

Caçado deste sentimento inebriante,objeto rente,

Celso desta raiva que me frustra mortalmente.


Essa vergonha flamejante me inquieta

Que inaugura ardente este livre frio destruidor

Até quando serei ocioso aos olhos de uma dor?!


Lembranças marcadas, esquecidas e conturbadas

Ventania enclausurada pela idéia indespresavel

Dentre muitos não vistos, nos fizeram desconhecidos!


...2005

A NOITE


...Especulações dos ventos rubros

Suspiros de vinho, e temor seco.

Desfruto do momento não-instante

Na gritaria de meus lábios alados!


Acento entre amigos. Discurso remorso.

É gótico, a luminária das ruas inversas

Um desejo de prantear alguém.

Justificar meigo, um sonho sem saudade

Numa brisa revoltada num vento sereno.

Correm tristezas e trovejam alegrias,

Meu rebelde silencio há de sorrir...

Onde o esquecimento será meu consolo!


E antes que venha meu fúnebre infortúnio

Será o teu amante abraço, meu desejo

Quando eu for ter contigo!

...2006



quinta-feira, 19 de março de 2009

UMA VERDADE PRESENTE.

Aguardava uma geração inquieta pelo conformismo,
Porem não nasceu. Pereceu o desejo de luta!
Foi deixado aos sonhadores esse vigor
E contemplo agora, névoas e níveas cinzentas!
Não há mais o protesto contra este século;
As canções não passam de modinhas ocas
Que nem melodia lhes merece título!

Ah, Deus! Se sugerir o nome de Cristo
Serei declarado inquisidor, em sua herança mágoa!
Somente é válido o prazer de um segundo
E na alimentação de dualistas miragens! Nada mais!

Os seres estão amar a própria natureza
E a lei é convertida em cinzas
Com a morte prazerosa do inocente
E a inexistência dos sonhos!

Vejo os amantes dos sugantes charutos,
Com cevadas líquidas sobre seus corpos...
Minha solidão é gestante desse instante
Enquanto eu e poucos a protestar!

Resta-me esse amor, arraigado sem pudor
De mãos dadas, forja esta embriagada luta...
Proponho agora uma Revolução,
Não de vestes bélicas, ou sanguinárias,
Mas da Palavra contra torpes palavras!

ERALDO JOSEPH - 2007.

Quem ver o link desse poema, acesse http://refletindoeaprendendo.blogspot.com/.

Abração!!!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Poemas - Eraldo Joseph

Esse são 2 poemas meus, que deixo... espero que gostem...

abração!!!


CONFISSÕES DE ESCOLA


Agora nesta paisagem desse trafegar

Convier-me à memória, colegas de escola,

Já adultos, olhares vultos, presos ao esmo!


Éramos heróis, bandidos e revolucionários...

Os cálculos, as línguas, história e memória

E agora não passamos de limitados cidadãos!

Nas imagens de amigos, vidas extravagantes,

Deixamos de incomodar para sermos incomodados...


Nutrir neles, um labirinto de saudade

Para que Deus, conserve-lhes a alma.


Quando olho para estas ruínas

Repouso minhas lembranças nos umbrais

E cada vez que nelas descanso

Me lembro de esquecer em fechar-lhes a porta

E ao passear nesta cidade, elas fogem...

Porem, quando voltam, é porque estou solitário

Ou refugiado em um noturno abraço!


Se um dia morrer, morrerei consolado por causa deles...

Concluo: -Os poucos que me restam
Não são as sobras que guardei na gaveta,

Mas são contudo, frutos de uma herança inacabada!


2007



CANTICO.

Ninguém mais me verá chorar!

(título do livro de Cristina Rivera)


Vejas:- há um oceano em uma gota

Minguante harpa forja ardente

Dessas noites, há um carente!


Era como uma dessas canções

Uma canção triste da alvorada

Para serem entoadas, uma nota flutuada!


Me entrego a vida como me entrego à morte

Me entrego a doces braços ao norte,

Como desejo um ar fúnebre...


Faço da vida uma doença mortífera morféia

E faço da morte uma cura perpétua.

Lançado entre cinzas, consome-se o dia!


Nesta imortalidade de séculos domados

A um jardim desejo, o futuro lírico dos campos

Como a sequidão que há de ter, em meus ossos!


Do que direi em esperança aos dias?

O véu sacrificado pela idéia bruta;

Pois tornei-me a herança bastarda de meus pais!


Mas a madrugada pelo meu Senhor

As lágrimas, frutos eternos do clamor

Entrego e busco, em oblações suaves ...


...03-2006.