quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamento de um final de tarde...

Sinto na distorção do meu caminhar, esta enfemera ação que me agulha, e no ardor das folhas, a moral em mim confunde-se, pelos ventos agonizantes da circustancia. Recordo-me dos crimes, mas não sinto remorços, o perdoar incondicional me alcançara, chegando as margens de minha alma e no vigor no espírito. Digo e suplico no intimo, ainda incerto, mas na tua espera: "preciso alimentar e ser faminto por tuas palavras!" e "somente tenho a Ti", e levo na luta cotidiana este sonho que guardo na memória.
Pareço que estou a dissecar cada partícula míngua deste esforço, como folhas lançados sobre o sopro aromático dos terriveis instantes que estarão por vir, mas não temo pelo terror, mas pela ausencia cotidiana que os devora em minúsculos dias. Mesmo no remoto proceder destas horas, irv ao teu encontro é como o repouso a noite em teus braços, e refrigério para meus ossos, e sinto na tua brisa, nosso momento em teus braços!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ROVINA*


Lança-se a moeda na sorte.

Torna-se gestante de um vazio,

Para dar a luz que lhe repousa.


A vontade cruel encorpora um sentimento:

Satisfação efemera que suga

O sentido negado ainda em vida

Na busca enclausurada do próprio sentido.


Na clareza dessas palavras estranhas

Digo-te: Fazes da tua existencia

Uma lei egoísta de ti mesmo,

Dentre os ventos cobertos por tua indiferença,

E antes de, posicionar teu condicionamento

Reconheci meu próprio erro

Lançando pérolas aos porcos em lama!


Este querer pueril, aprisionado nos nervos,

Confronta nosso espírito nestes dias

Onde nosso primeiro inimigo: - Meu Eu Frustante!


Em zelo neste século indefinido

Na oração a quem nos guarda

(E muitos não lhe reconhecem)

Confrontamos conceitos que nos atraem

Nos dias sombrios e doentes que correm nas ruas!


04 – 08 – 2009

* Significa “Colapso”

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Busca Misteriosa

Te procuro na névoa alucinante.
Este rubro coração padece
Onde estais? Embriagado de incógnitas estou
Trovoadas temporais temperam tragédias
Devida a tua ausência em mim...

A chuva repousa neste pátio
Que, silencioso, ecoam o choro secreto
“Vou despojar meu vaso” – minha vida – agora!
Na guerra civil no meu cérebro, esconderei...

Aquele repouso e refúgio particular
Sondado estive, e como o silencio carente
Brota a esperança em meu lugar
Que o mistério alimentador na alma,
No negar das vontades sugadoras do século
Na necessidade de prostrar-me ao chão
Pelo desejo em mim provocado,
Em mortificar atos cruéis
Para ser semelhante e integro no olhar
Pelo sentido que ferve na existência!

30-08-2009