sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Uns poemas, só pra lembrar...

CANTO DO ARREPENDIMENTO : CLAMOR NO EQUÍVOCO

Em dias desconhecidos, por nossas agonias
Provocadas por nossas ausências fúteis
– Que residem erros por nós cometidos –
Os colocamos em carrosséis temporais
No mesmo maquinar de nossa existência!

Assim, nesse mesmo roer na alma
Erguemos um castelo – fortaleza insana –
Em que ignoramos a verdade
E o repudiamos, com olhos de escamas...
Nisto convêm, o desaparecer de palavras!

Vindo agora, esta carência despertada
No gemido íntimo da alma humana
Em meio à tristeza de sua condição,
Nosso ser clama, de escamas caídas,
Diante daquele que nos fará sua vida!

23 – 07 – 2009

CONDIÇÃO HUMANA

Rasgam-se as horas... Mergulho ao esmo!
Minha condição transpassa as cinzas reduzidas
No voar vazio de mim mesmo!
Essas lágrimas rasgadas no oculto
São sugadas por meu instinto de espírito
E agora em silencio... fecho os olhos...

Não sou digno do meu sofrimento
Por escondê-lo dos outros, com ferocidade,
Para por uma mascara em minhas vísceras
E ninguém, por pudor, chegar a sua margem.

Converti-me em um sobrevivente! Ora!
Que dera! Cansei-me de ser um sobrevivente!
Declino meu corpo ao pó do choro infantil,
E agora, vago por entre estas horas
Cada genuíno, um espetáculo de epitáfio
Pelo meu epilético coração a transladar!

2007

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

TRAJETÓRIA DE UMA DENUNCIA A SI MESMO

“I'm here again
A thousand miles away from you
A broken mess
Just scattered pieces of who I am”
* RED


Mais um dia daqueles... Aquelas severas e minúsculas horas,
Cansei desses remorsos, nas minhas ações insignificantes!
Tornou-se tão normal, que é quase delícias para minha alma.
É como se o meu andar fosse apenas regido pelo Sistema,
Finalmente percebera então, era eu e minha mesmice cotidiana!

Os que amo, apenas os quero para satisfazer-me
Roendo neles, suas tristezas por minha pessoa;
E meus risos são tão desertos, que são apenas miragens!
E no cometer do meu crime, meu remorso no arrepender
Rosnam-se nas minhas indecisões secretas.

Percebo que não estou amando meu amor
E este caos, que jugo em certo, está entre as pessoas
Percorre, nestes segundos, nos órgãos do meu corpo
No abandonar o valor do meu amor de coração, por fim,
Indaguei o motivo original desta embriagues...

Essa brutalidade que me rasga devagar
Faz ganhar cada vantagem, essa morte meretriz;
E te perco na tempestade do meu pensar
Assim como a melodia estrema, como na palavra sincera:
Necessidade significante de aborto dos meus pecados!

Este sentido vazio de m’alma sedenta
Nem mesmo compreendo meus atos sombrios
E no caminho dessa rua à noite, de olhos tenebrosos...
“Chego-me a ti: Denuncio a mim mesmo!”
Surge meu anseio no espírito causado por ti...

“Sinto-me longe, da tua presença, carecida por muitos”,
Quebrado estou na alma no desejo de ser quebrantado,
Me liberta desse conforto do meu erro
Pois este meu Nada suga minha existência,
Que a tua vida em mim traga de volta minha vida a Ti!”“.

08 – 08 – 2009

* Estou aqui novamente
Mil milhas longe de Você
Uma bagunça
Apenas pedaços espalhados de quem eu sou

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carta de Conflito Interno (Carta de... Instinto e Inocencia)

Vejo apenas em Voce como outra face do meu espelho. Terás algum domínio sobre mim? Me subjugas e queres que eu te levante em mim? De algum modo, me enganas, procurando ceder cada vez os seus caprichos para cair na mesma proposta atraente. Sei que não estou lutando secretamente sozinho, embora rendendo por enquanto e não cedendo aos seus ventos notórios... Caio em tuas armadilhas e me arrependo, eu machucando outras pessoas e pedindo perdão, e te enfureces quanto ao meu ato. Pois Aquele que é por mim é maior do que o que está com Voce lá fora. Tu vens contra mim, e agora resisto. Procuras na minhas brechas algo para satisfazer-te, e venho-te com aparencia enfraquecida, mas esta força não gerada por mim, te faz desaparecer de meus olhos; queres germinar meu ódio e ter um instinto de vingança, mas não me faço valer pelo seu discurso fútil; e quebrando sua imagem, meu coração pulsará pela Restauração da minha existencia, encoando tua expulsão:

“Você tenta me dizer que você pode me curar
Mas eu ainda estou sangrando
E você será a Minha Morte”*

* Trecho da música “Death of me (Minha Morte)” da banda RED.