terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Carta de Distorção

"Amanheçi de modo frustante naquilo que jugo estar consumindo a minha alma. E pelos meus pesares, uma devastação de pensamentos me faz gerar lágrimas discretas, e nessa distorção de identidade, forço a mim mesmo que não amo enquanto pessoa, e em outra ventania de compreeção dessas circustancias, me faz pensar que, eu sei amar, apenas a indiferença que sobressai em minhas ações, me fazem afastar de quem poderia eu, dar-lhe essa oportunidade... E na calmaria dessas névoas em meu pensamento, envaneço esses pensamentos de remorços, e quanto foi em vão aquele desvio de sentimento, o quanto peço a Deus para não ser tão indiferente, enquanto ela apenas me diz: "deixe de reduzir-se!" Percebo o quanto devo me disfazer dos meus remorços, por em terra esse seblante torturador, como máscaras epiléticas evacuadas no amor de quem amo. Nisso procuro alcançar o que meu coração palpita sempre, e sei que não posso explicar, mas sobressai além das minhas compreeções, e deixo levar por um outro sentimento, não aquela que alimenta meu ego fútil, mas que me faz doador a um prazer que vale a pena, e agora a noite me envolvo naquele lençois de sonhos de quem me ama, e me deixou ser... "

15/12/2009