quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sobre o silêncio

 
Depois de tanto barulho
Somos levados a um encontro
Aquele instante livre das horas
Parece uma imagem da liberdade
Mas não é isso que esse lugar mostra


Tão desconhecido que conhecemos

E são tantas perguntas que penduramos
Sem perceber a obra
Confronta e conforta
Tudo que há em um coração
Nada se esconde e não tem pra que
Porque é isso que se mostra tão claro. 

Antes de qualquer palavra não há som
É lá onde suporta o peso do calar
Onde ficam escondidos os medos e pavores
É conhecer a solidão, sua e dos outros,
Caminhar oposto à ansiedade
Um vento que convida a ouvi-lo.


Você encontra memórias perdidas em cartas

Onde sua fragilidade se mostra forte
E sua força não se compara com o que há de vir
As dores de um mundo que esqueceu
De uma dependência mais do que necessidades
Atos inestimáveis que orientam o dizer.

É uma visita que nos conhece
Dispensa hipocrisias, revela feridas,
Acalma e sinaliza a tolice em sua véspera
E dar todo o corpo o controle
Incomoda, mas impede tragédias.
E depois de tudo que foi guardado
São gerados frutos de alegria e gratidão.



*(na verdade, não é um poema, é uma canção que fiz, em breve, colocarei o poema "Sobre o
 Silêncio", abração!!!)