domingo, 16 de junho de 2013

Um convite simples!

Despertar antes levantar as pálpebras
Um convite simples, cultivado, arado.
Talvez desconheça seus segredos em brasas
Por um momento, pensei, mas sei, é atado!

Levantei, busquei no silêncio. Lá está!
No barulho, atmosfera. Palavras que tem sentido,
Sem valor estimado, nada que diz, é confundido
Um legado que este descanso fará!

Observei sua arte, seus versos, sua presença...
Recuo minha fala, espero chegar, recua a ausência
De vida! Uma conversa amiga, sincera, terna
Coração quebranta, concerta dolos; vida eterna!

16 / 06 / 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Nunca


Um vento, robusto, forja.
Olho na ignorância dos outros
E por cautela, vacino na minha indiferença
A ela, que justamente, venho dominar-lhe.

Nem ao menos prevalece
Ou uma perdida hipótese
Louca, literalmente bate na cara
(Não na forma de um plano cartesiano)
Pois, seus pontos cardeais
Viajam naquilo que tento negar.

Sancionada em seu aspecto
Pergunta e perturba, enfim
Brinca de esconde-esconde com as dúvidas
Que cultivei hoje no presente!

Acredito, resídios negligentes depositaram
(Não a negligencias das coisas do coração)
A admissão do forasteiro ensaio
Na peça desastrosa, e antes do futuro,
Aquele suspenso esqueleto
Reservado para as indagações vigentes
Vocacionado pra remover passos.

E ainda na reparação
Sim, poderia coagir em favor
Dos invisíveis tributos
Que levanta mortos de seus túmulos.
Se ainda fores um destes
Memória agora é a Verdade
A briga já paga antes da derrota.

Existe o perdido viver
A dor existe na vida
Sentido o sentido no que valeu...

Se não deixam arrebentar
Pela rejeição – a validação do comum incomum –
No refrão do “Ordinary World”*   
Entendo seu desejo celular e espiritual 
De postas abertas no vácuo
Suas existências pensam no buraco negro
E é bem mais que um mal (para alguns deles)
Mas é o misterioso estreito
Forjado a esta cidade
Ainda escondido nas gotas de seu amor
O Único reconhecido pela sua Graça!

É possível confundi-lo, é natural.
Posso afirmar: é sobrenatural!

Manipulações, tão boas, tolas até demais
E na forma de gente generosa
A outros “tão arrogantes”, perdidos
Na argumentação, surfam no puro perdido
Rivalizando a própria condições
Onde o Reino das Palavras neles
Está sendo convencido do suicídio
Riso de quem será solto
A marcar homens na tortura
Dopados de Nova Era
Sangrando lutadores e envolvendo terras
Mas isto será em outros futuros dias.

Alguém quer justiça pela justiça?
Tão simples o dolo
O preso está solto de amargura
Que anualmente morre de câncer.

Esquartejando o favor
Dos outros, o vigor, roubado,
Sem ter para onde ir!

Ainda resiste e insiste.
Existe escondido, o choro.
Guarda-o com carinho
Para que seus filhos, o descubra.
Fostes um. Voto para com o amor
Assim será a marca de quem faz
Se tal ignorância não lhe cobriu de fartura!

05/12 /2011

* Canção da banda Duran Duran

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sentença

Boa tarde!!!


           Pessoal, o poema de hoje fora uma confissão  a respeito do que sentia a respeito de concurso público, e quando era de madrugada, quando tinha terminado de estudar, me sentir a sentir triste, questionando aonde vou chegar com tudo isso, tantas coisas nos são exigidos. Tinha tirado essa foto (imagem acima) esse ano, mas foi nesse cenário de chuva na madrugada em 2011 que o poema surgiu, no entanto, o poema "Sentença" mostra nessa direção (voltado para os concursos públicos) que tomamos em relação aos objetivos de nossa vida e para os que se dedicam para quaisquer concurso, espero que saibam que é preciso lutar sonhando sem perder os pés no chão, mesmo que esteja seja distante, junto ou sozinho (não solitário), e confiem naquele que deu toda capacidade! Ouvir um dia desses, "uns ralam pouco e chegam, outros tem que ralar mais um pouco, outros tem que se esforçar muito além, no entanto, chegam" e me fez pensar o quanto não posso me acomodar e "me conformar, com esse nível raso (Rodolfo Abrantes)"! Encarem tudo isso com coragem, ânimo, bom humor e com certeza, com disciplina e concertação, e depois disso tudo, recomendo, ouçam uma boa música.

Abraço!    

Sentença

Madrugada, mais um abrigo semeado
Na tremenda fuga forjada que causas.
Cativa legados horríveis em meus instintos
Como venho banido, o mesmo eu enganoso.
Fugindo dele sempre, nos estudos exigentes
Que tal século exige pela dormência da metáfora.

Ao meu abrigo, às vezes, o silencio é a resposta
Como eu – o templo vivo – preciso ouvir de mim.
O sono não passa de uma porta áspera
Se no dia seguinte, terei que renunciar cruéis vontades
Tão intimas que os traio com meus princípios.

A lei, o vento, o visionário – o clichê –
Remorso industrial é uma desculpa calibre!
(Você não entendeu o verso acima?)
Algumas lutas se têm pela força – um clichê –
Sonhar é um guerreiro com os pés na poeira,
Malhar o cérebro e cuspir na indiferença
Dos que sempre apostam o fim de suas vestes!

“Até passar...” sempre existe outro do seu lado
No mesmo vigor, na mesma trama! Idéia Fixa!
Outra condição... Outra prova... Foi até conseguir!
Fora das alienações é a vitória do pobre de espírito
Pelo amor encontrado em seu valor
E o único reconhecimento não reside em títulos,
Mas para aqueles que estavam na mesma guerra!


07 /10 / 2011