quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Janela e a Chuva

                   “Quando espero a chuva chegar
                                    Tu vens com o teu vento”

                                    Palavrantiga / [Esperar é caminhar.] 


Não compreendo as ressonâncias que opera.
Aqueles mistérios me fazem correr para o varal
Naquela madrugada, que desperta a moral,
Não esta de quem estima as gotas da atmosfera...

Essa paz – de céu azul – nublada rubra se estende.
Outorga aquele relevo incendiário, onde não se entende,
Desfigura graus e busca gerar em seu frio
Aquele peso que se eleva em nós contra a morte num rio...

O que se sabe? É o desconhecido mito vidrado
E antes do turbilhão, apenas aquele gelo coberto,
E um lírio-do-campo, na residência descoberto,
Desprovido do sopro servil, febril, gelado...

Tomo o jejum do sono como uma dádiva
E tomo tal inconformismo em armas aladas
Com o fervor desatado de mil dívidas
Que o amor te restaurou em vigor para que viva...

27 / 06 / 2012

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Um capuchino




A paz antes de abrir os olhos...
Não se veste de branco, nem de aparência bonita...
Um convite para tomar um capuchino
E ouvir uns discos...
Um clássico, não um sucesso!

Está nos detalhes, simples exagero, voz de veleiro!
Grita no conformado!
Vai à guerra e muda perspectivas!
Um vinculo, não tratados só no papel!

Joga bola com as crianças na chuva,
Segurança na palavra certa
Conversa entre amigos, saudade das boas horas,
Dos minutos sem guarda-chuva a tarde nublada
Aguardando as águas com inspiração...
Aquele amor descoberto, poucas palavras ditas...
São aqueles beijos sinceros, ternos, honestos!

Um riso na brisa, um convite renovado,
Para não estar tranquilo, mas ativo, não passivo!
Um sabor antes de saborear...

De tanto falar bonito, não posso negar,
Da ausência presente
Nos lugares remotos
Dos que dizem “eu me importo”
Mas não se move, e mente,
A si mesmo quer enganar
E aos outros com discurso,
Em “fazer o bem” sem entender
A doença de ser tão corrupto
Interesse sem necessidade, vazio dualista,
E dos que pensam que tem poder
E dos que pensam que dão poder
E ficam sem ter o que dizer!

Traz salvação ao coração
Uma correspondência sem palavras labiais
Que responde a inspiração eterna...
Ah, um abraço depois do abraço,

Um ato de coragem sem precedentes!


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

2 Poemas

Disfarce e refém.

Tento ser um pouco mais, mas sou menos.
Um momento distante, e nem percebo,
Que quero estar mais perto, e nego.

Se me importo ou não, você faz
E quando descubro, já foi o ocorrido.
Quando quero me sujar
Você está disposto a limpar

Tendo um disfarce pra fugir
Mas minha fuga não é suficiente
Antes que meus olhos vissem
Fui encontrado a quem era meu inimigo
Refém de um amor bendito

Tento seguir as horas,
Mas você tem o tempo nas mãos.
Quando cruzo os braços, os seus se abrem,
Ate quando vou entender o improvável?  


Poesia para a chuva!

Dia atormentado, tarde serena e rosas...
“O que queres em teu repouso?”
Ouves rastros que a intriga pôe em uso
E no interior do ser, gotas esperançosas! 

Vem o canto frio, desejo de abrigo,
Aquela chama ardente faz prosseguir,
Que desfaz laços do perigo
De estar com o vazio a sucumbir!

Mas cada gota que mergulha no pó
Adentra misteriosamente
Como sementes que na mente dão um nó,
Reconhece-se a boa noticia impetuosamente...

Que cada partícula derramada
Não retorna em vão ao céu.
A Água viva refaz essa alma amada,
É o que torna justificado, o réu.

Uma exelente sexta feira!!! Eraldo Joseph!