sexta-feira, 4 de outubro de 2013

“Assim que...”



Minha esta confidencia que apraz
A guerra em segredo me toma alcoolizado
E tenho a ternura como repouso.
Na trajetória, meu pensamento tranca palavras.

E então passo a orar no silencioso
Nas poucas palavras entrelaçadas
Pelos anseios, indefinições épicas
Sentindo-me nem tão triste, nem tão alegre.

Esta metafísica na minha mente
Sopra no cemitério de incertezas
Em meio ao cotidiano palpável
Trazendo saudades da noção das coisas.

“Amantes repousam seus aromas,
Nas janelas integras de suas almas
Como uma figura singular no mistério
Sobre o mesmo mistério almejada em vida”.

Neste lugar vazio na carruagem elétrica
Deus senta ao meu lado 
Em seu agir silencioso no trafegar
No alcance da fé num grão de mostarda.

Em parte, sou mastigado enclausurado
Dissecando no intimo, no arpejo da indiferença
Na embriagues óbvia do Caos humano
Pela falta de compreensão destas palavras!

Sinto-me, em secreto, meu estado terminal
E teu olhar desejoso, esta esperança no vento...
Pois agora te ponho no quadro branco
Transladando a pintura Surrealista.

Busco também (ou aos que já encontraram),
Terno amor pelo ser oposto da minha natureza
Mas meus insanos medos sem pudor
Nos afastam... E um olhar recai no Horizonte!

“Deus, isso nos afasta em vida...”
E então me adornas de um amor doador.
Olho então no espelho. Quebras minha imagem.
Reduzido em ti. Me torno tua semelhança.

Agora, não quero negar o desejo de ter-te
Esta frágil existência, faz ter, minha alma a tua
Deste amar na essência celestial
No meu ardente encontro com sua pessoa.

Repouso nestes dias inquietantes
A indagação do desconhecido sobre os homens
Me traz o instinto de quebra em mim
A Verdade instigante, que vos é contagiante!


14 – 08 – 2009