sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eclipse


Ouro Preto, Olinda - PE

A formação de uma nuvem.
Uma entoação celeste do céu negro
Universo épico, candente do cântico do nau,
Abundante de um navio...

Dancem ventos de folhas secas
Da venturosa moça de negros cabelos.
Debalde! Vida declarada, frustrada selva!

Rasga-se o sol e a lua à noite
Rugir solene, e a lei a marcar:

– A ópera próspera de um ofício regente...


28 / 03 / 2006. 


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Na Orbita do silêncio...

Ouro Preto, Olinda, PE.


Na orbita do silêncio
As horas que te provam
Entre o vigor e o ócio
Ofícios que te renovam
A ocupação que reside na esperança

Antes que venha, o sono profundo
Existe a realidade a saborear
Tão árduo em nosso mundo
Com tempero que o sonho vem clarear
Por um verbo que ventila confrontando...

Naquele desfecho, desvincula antigas páginas,
Das rancorosas rotinas
Que procedíamos antes da verdade
Aqueles versos fizeram de fato
Tornar a existência, reconciliação, em um ato!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Oração e a Lembrança



Reserva-se mais que um minuto
Em um diálogo secreto.
Um monte onde olhos não alcançam
Nem outras vozes escutam
“O que só nós dois discernimos”.

Derramo gotas tão sinceras
Como uma perfumada fumaça
Que afasta o ataque de outras feras
 – Distrações que ofuscam meu caminhar –
 Aquele instante de oração e a lembrança:

Que teus versos não fazem vacilar
Meus pés enquanto caminho na luz!
Na falta de fé, revela a graça e o perdoar, 
Em ser amado – revelado naquela cruz –
O amor que não morre com o passar do tempo!


17 / 06 / 2014 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vestígios de confissões...


                    Soando em alguns momentos, em que, voltar atrás parece inútil e sem sentido! Parece ser velho aquele discurso em seguir em frente, pois, por enquanto, não parece ter futuro quando se perdeu no meio do caminho, e nos devoramos com o restante que alimentamos em nossas lamentações, remorsos em forma de indiferença.
               
                    Em um século exigente, onde pouco ou não mais se espera para reconstruir ou recordar, é preciso um pouco a mais de discernimento, das coisas certas, erradas e equivocadas, tentamos nos esconder, e no momento, as vezes revelamos o que há de mais cruel, ignorantes discretos.
                   
                    Desfazendo aos poucos do que deveríamos ser, nos tornado o que pensamos ser, enganando o quem bem mais conhece o nosso interior, sobre o que passamos a ser. Mas quando essa névoa passar, o que é evidente se torna a esfera daquilo que mostramos ser de verdade!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Palavras modernas e reais

                        ... para os duvidosos!

Uns vivem a importância
Divididos entre ouvir falar
E os que conhecem os seus segredos!

Estais aqui. Não tão bem para alguns.
Nunca será o suficiente.

O Único bate a porta e espera.
Mas o que se espera é que nunca bata
Ou que seja o alvoroço, pra terminar no remorso.

Sabem com quem pode
Mas se convencem em ser multidão.
Olhe para cima sem perder os pés do chão.
Até, sem desconfiar, mudam a paternidade
Se és espírito vivo, ficaram invisíveis.

Não é que estejam, talvez,
Roubando teu nome.
É que Esquecer se tornou
A rotina de suas ocupações vazias!


29 / 01 / 2012




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Reforma literária

Boa noite para todos!

Um bom escritor é um excelente leitor, que não se restringe a questão técnica, mas que sua criatividade, seus olhares, seus pensamentos, análises e outros aspectos que gostaria de comentar...

No entanto, estarei no momento, por um período até abril ou um pouco depois para estudar me reformar na literatura no aspecto técnico, e não produzir textos ou poemas aparentemente "lindos", mas sem sentido, nem coerentes e sem coesão. Não se espera elogios e nem acender vínculos com o orgulho, mas lutar para fazer um bom texto ou um bom poema é um desafio, mas a questão técnica não pode ser encarada apenas para fazer algo seco ou parnasiano, mas junto com a criatividade tem uma força maior! Reconheço que tenho um leigo dentro de mim e que não o reconheci por muito tempo, mas isso não me desamina, e depois de muito tempo acomodado, decidir dar um basta nessa acomodação, e inicialmente tenho que, por amor a literatura, tenho que fazer algo bem feito!

Encaro isso como desafio sério para fazer algo de qualidade, redirecionar o "eu-lírico", que façam as pessoas refletirem, e mesmo falando como leigo, preciso "olhar friamente" para minha literatura para fugir algo sem noção da minha parte!

Espero voltar em breve com postagens próprias, mas o blog estará disponível para todos e funcionando. Algumas postagens serão sobre trechos de livros, uns poemas, mas ainda não serão os meus escritos. Peço que compartilhem uns poemas meus a alguns professores de língua portuguesa, estudantes de letras ou professores de literatura e vocês entenderão um pouco do que falei.


Em breve...

Eraldo Joseph

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ausência / Presença

          Podemos andar um pouco com a ausência daquela presença, pra lidarmos um pouco da encorporada solidão, e estar só um pouco consigo mesmo! Nisso, a memória vai preparando com toda cautela, sem nada forçar, as lembranças que vem com o tempo, dentro do descanso do sujeito ou sujeita, como ser humano que repousa. E as atividades cotidianas, mesmo cobrindo horários livres, ou na vontade de cobrir espaços vazios com atividades construtivas, não percebemos, mas, como atitude de cuidado, toda falta, no determinado momento será vivenciado naquelas horas que são muitos mais do que um fim de tudo ou uma jornada que leva até o seu objetivo. Prova a capacidade e o caráter de quem irá vive-la em breve período de tempo e espaço; é um respirar tudo que a presença e a ausência pode proporcionar em um só aspecto cheio de características tão leves, pesados, perfumado e extravagante, um dos presentes fornecido pela graça inestimável em seu auge: seja bem vida Saudade, sentimos sua falta! Agora venha e complete esse amor que está por vir!

Eraldo Joseph.

Dia da Saudade!       

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A margem das cinzas

                                                                            João Pessoa - Paraíba / 2013
     

Rasga-se o temor de meus olhos
A noite doente desabrocha nos campos
– Frutos das moças que choram –
Por esta selva de ruínas que muitos cantam...

Flores murchas e magnas cartas
De namoro... De choro... De óbito! Assim será!
Lembranças furtadas, ruínas da Era
Nesse eloqüente universo de lágrimas.

Mais profundo que a morte é o amor
Por teu amor em ruínas me entrego
Num ofício lírico farta meu ego;
Encanta-me teus escuros cabelos nesse penhor!

De tanto a mim estais distante,
Trilho triste insigne; sou teu maior amante
Desta taverna, que é meu harmônico coração,
A vida entoei sim, esta livre canção!

06 / 04 / 2006

sábado, 18 de janeiro de 2014

Soneto para a Paraíba.



Seus ruídos e mistérios me convidam
Em sua terra, percebo sem querer
Toda calmaria dos que te amam
O diadema que reflete ao amanhecer!

Monumento vivo – teus cidadãos – são frutos
Do mar que Seixas presenteou com tributos
E trabalhos de seus valentes! Teu berço tem heroísmo!
Não te deixarei sem ninguém! Tambaba tem Naturismo!

Souza, os Dinossauros que em sua terra vagaram
Permitiram evidências a proclamar no barro...
Assim como teu povo, muitos nela já andaram!

Contigo Meu Bem, na chuva e no mar,
Delas me banhei e desfrutei com teus abraços
E nessa estrada, a Ti e a vossa terra vou amar!

18/01/ 2014 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pra começo de conversa 2014...

Bom dia! Depois de muito tempo parado, vamos retornar as postagens! Esse ano teremos umas variações, como umas crônicas, fotos, vídeos, dicas musicais, crítica musical e literária, notícias e muito mais! E quem tiver sugestões para esse blog, vamos movimentar mesmo, mesmo que seja simples, mas vamos "agitar" esse ano! Vamos sempre agregar novidades, por isso divulguem o blog, as aulas de Violão e curta também nossa pagina do face: https://www.facebook.com/eraldojoseph?ref=ts&fref=ts !!!   

Já começando com boa poesia! Abração!!! 

Confissões de Escola

Agora nesta paisagem desses trafegar
Convier-me à memória, colegas de escola,
Já adultos olhares vultos, presos ao esmo!

Éramos heróis, bandidos e revolucionários...
Os cálculos, as línguas, história e memória
E agora não passamos de limitados cidadãos!
Nas imagens de amigos, vidas extravagantes,
Deixamos de incomodar para sermos incomodados...

Nutrir neles, um labirinto de saudade
Para que Deus conserve-lhes a alma.

Quando olho para estas ruínas
Repouso minhas lembranças nos umbrais
E cada vez que nelas descanso
Me lembro de esquecer em fechar-lhes a porta
E ao passear nesta cidade, elas fogem...
Porem, quando voltam, é porque estou solitário
Ou refugiado em um noturno abraço!

Se um dia morrer, morrerei consolado por causa deles...
Concluo: - Os poucos que me restam
Não são as sobras que guardei na gaveta,
Mas são, contudo, frutos de uma herança inacabada!

2007