quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ausência / Presença

          Podemos andar um pouco com a ausência daquela presença, pra lidarmos um pouco da encorporada solidão, e estar só um pouco consigo mesmo! Nisso, a memória vai preparando com toda cautela, sem nada forçar, as lembranças que vem com o tempo, dentro do descanso do sujeito ou sujeita, como ser humano que repousa. E as atividades cotidianas, mesmo cobrindo horários livres, ou na vontade de cobrir espaços vazios com atividades construtivas, não percebemos, mas, como atitude de cuidado, toda falta, no determinado momento será vivenciado naquelas horas que são muitos mais do que um fim de tudo ou uma jornada que leva até o seu objetivo. Prova a capacidade e o caráter de quem irá vive-la em breve período de tempo e espaço; é um respirar tudo que a presença e a ausência pode proporcionar em um só aspecto cheio de características tão leves, pesados, perfumado e extravagante, um dos presentes fornecido pela graça inestimável em seu auge: seja bem vida Saudade, sentimos sua falta! Agora venha e complete esse amor que está por vir!

Eraldo Joseph.

Dia da Saudade!       

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A margem das cinzas

                                                                            João Pessoa - Paraíba / 2013
     

Rasga-se o temor de meus olhos
A noite doente desabrocha nos campos
– Frutos das moças que choram –
Por esta selva de ruínas que muitos cantam...

Flores murchas e magnas cartas
De namoro... De choro... De óbito! Assim será!
Lembranças furtadas, ruínas da Era
Nesse eloqüente universo de lágrimas.

Mais profundo que a morte é o amor
Por teu amor em ruínas me entrego
Num ofício lírico farta meu ego;
Encanta-me teus escuros cabelos nesse penhor!

De tanto a mim estais distante,
Trilho triste insigne; sou teu maior amante
Desta taverna, que é meu harmônico coração,
A vida entoei sim, esta livre canção!

06 / 04 / 2006

sábado, 18 de janeiro de 2014

Soneto para a Paraíba.



Seus ruídos e mistérios me convidam
Em sua terra, percebo sem querer
Toda calmaria dos que te amam
O diadema que reflete ao amanhecer!

Monumento vivo – teus cidadãos – são frutos
Do mar que Seixas presenteou com tributos
E trabalhos de seus valentes! Teu berço tem heroísmo!
Não te deixarei sem ninguém! Tambaba tem Naturismo!

Souza, os Dinossauros que em sua terra vagaram
Permitiram evidências a proclamar no barro...
Assim como teu povo, muitos nela já andaram!

Contigo Meu Bem, na chuva e no mar,
Delas me banhei e desfrutei com teus abraços
E nessa estrada, a Ti e a vossa terra vou amar!

18/01/ 2014 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pra começo de conversa 2014...

Bom dia! Depois de muito tempo parado, vamos retornar as postagens! Esse ano teremos umas variações, como umas crônicas, fotos, vídeos, dicas musicais, crítica musical e literária, notícias e muito mais! E quem tiver sugestões para esse blog, vamos movimentar mesmo, mesmo que seja simples, mas vamos "agitar" esse ano! Vamos sempre agregar novidades, por isso divulguem o blog, as aulas de Violão e curta também nossa pagina do face: https://www.facebook.com/eraldojoseph?ref=ts&fref=ts !!!   

Já começando com boa poesia! Abração!!! 

Confissões de Escola

Agora nesta paisagem desses trafegar
Convier-me à memória, colegas de escola,
Já adultos olhares vultos, presos ao esmo!

Éramos heróis, bandidos e revolucionários...
Os cálculos, as línguas, história e memória
E agora não passamos de limitados cidadãos!
Nas imagens de amigos, vidas extravagantes,
Deixamos de incomodar para sermos incomodados...

Nutrir neles, um labirinto de saudade
Para que Deus conserve-lhes a alma.

Quando olho para estas ruínas
Repouso minhas lembranças nos umbrais
E cada vez que nelas descanso
Me lembro de esquecer em fechar-lhes a porta
E ao passear nesta cidade, elas fogem...
Porem, quando voltam, é porque estou solitário
Ou refugiado em um noturno abraço!

Se um dia morrer, morrerei consolado por causa deles...
Concluo: - Os poucos que me restam
Não são as sobras que guardei na gaveta,
Mas são, contudo, frutos de uma herança inacabada!

2007